sábado, 15 de outubro de 2016

História Arquivada - Julgamento: Renekton












Candidato: Renekton
Data: 14 de Janeiro, 21 CLE

OBSERVAÇÃO

A criatura bestial avança pelo corredor, sua cabeça virando de maneira errática de um lado para o outro enquanto ela busca seu alvo. O odor que ela esteve rastreando incessantemente desde Zaun o trouxe ao Instituto da Guerra. O almíscar inconfundível satura o Grande Salão.

Sua fúria em erupção, Renekton se apoia nas quatro patas, batendo sua enorme arma no chão de mármore. Ele corre pela sala para rastrear a origem do odor. Há uma loucura aterrorizante em seu olhar, e cada movimento seu é explosivo.

Repentinamente, ele se ergue, tomando sua lâmina em um único movimento, e avança inconsequentemente por portas duplas emolduradas por um arco de pedra. A criatura não tenta abrir as portas, elas simplesmente são abertas com o impacto repentino de seu corpo inteiro. Renekton não diminui seu passo - não com a promessa de sua caça tão insuportavelmente próxima.

O que a criatura não sabe é que a convocação irrecusável que levou seu irmão na verdade era para Renekton.


Renekton tropeça quando é tomado por uma onda de vertigem. O chão some sob seus pés, e após um enojante momento de queda livre, ele se vê de volta à terra sólida. A criatura rapidamente pisca os olhos para limpar uma neblina fosca espiralando em torno dele. Dando um passo hesitante à frente, ele emerge de um pilar de luz e se vê em uma plataforma alta de pedra em frente a uma floresta desconhecida. Os cheiros de árvores, tochas queimando e magia pincelam o ar. Ele observa seus arredores, nitidamente confuso sobre como foi parar ali. Podem-se ouvir sons de uma briga distante.

Repentinamente, o odor inconfundível de seu irmão se aproxima e toma suas narinas. Renekton instintivamente se lança à frente, suas pernas pisoteando freneticamente por um caminho levando à floresta. Sua mandíbula alongada se abre, mostrando fileiras de dentes cruéis carregados de expectativa. O sangue ferve em suas veias, salientes em sua pele em desenhos aracnídeos que passam por seus braços massivos.

A criatura vira a esquina e encontra Nasus, imponente, próximo a uma onda de tropas ineficientes. Vestido em uma armadura brilhante dourada, seu irmão gira um cajado sobre a cabeça com maestria, liberando uma chama espiritual em direção às tropas. O chão explode com energia, a magia radiando num brilho flamejante enquanto consome as pequenas criaturas.

Mas Renekton não vê nada disso. Só o que vê é seu acerto de contas.

Renekton pula em Nasus, dizimando as tropas que têm a infelicidade de estar em seu caminho. A aparição repentina de seu irmão, há tempos perdido, mal se registra na mente de Nasus antes de a enorme espada curva assobiar pelo ar, mirando exatamente em seu pescoço. Nasus consegue evitar o ataque por pouco, desaparecendo em um lampejo de luz e reaparecendo a uma distância segura.

"Irmão?!"

Renekton avança rapidamente, atacando com a lâmina gigante de maneira selvagem. Nasus bloqueia os ataques com seu cajado, sendo empurrado para trás aos poucos a cada ataque.

"Irmão, pare! O que está fazendo aqui?"

Um sorriso se desenha no rosto de Renekton. "Carnificina!"

Renekton se agacha por uma fração de segundo, depois salta com velocidade impressionante. Girando no ar, ele move sua lâmina curvada em um arco violento. Desta vez, a lâmina entra em contato com carne. O corpo de Nasus cai ao chão, e Renekton fica de pé sobre ele, aproveitando os momentos finais antes de destruir seu irmão.

Num raio de luz, o corpo de seu irmão desaparece.

Renekton freneticamente corta o chão onde o corpo de seu irmão estava, suas garras rasgando a estrada de terra. Ele se vira furiosamente, mas a floresta em torno dele está deserta. Um urro gutural emerge das profundezas de seu ser.

A criatura percebe novamente o odor de seu irmão e parte em uma corrida desenfreada estrada abaixo. Ao longe, ele vê Nasus aparecer em uma plataforma similar à que o trouxera aqui. Um grunhido ronca de sua garganta enquanto ele avança. Três defensores subitamente aparecem na base de uma intimidadora torre no topo dos degraus, empunhando armas perigosas e expressões graves.

Renekton atravessa em meio a eles, sua espada bloqueando projéteis disparados à queima-roupa por uma ruiva escultural. Um minotauro musculoso esmurra o chão e um tatu curiosamente grande se apoia nas quatro patas para defender-se do ataque, mas eles não são páreo para o crocodilo sedento por sangue. Os defensores são jogados de lado na corrida desvairada de Renekton até Nasus.

A criatura avança escada acima, voando sobre a plataforma com enorme ímpeto. Nasus estende uma mão, como se quisesse impedir seu irmão, quando repentinamente um raio brilhante de luz surge, envolvendo-o em fogo agonizante.

Renekton imediatamente sucumbe à escuridão.


A criatura desperta em uma sala escura, jogada em um frígido chão de pedra. Um grupo de magos encapuzados com as mãos estendidas estão em um círculo em torno dele. Eles murmuram palavras estranhas, prendendo-o em uma rede lampejante de magia.

Quando a visão de Renekton clareia, ele vê seu irmão o olhando serenamente do outro lado da sala. Renekton rosna, jogando seu corpo na direção de Nasus, mas as correntes mágicas que o prendem seguram-no firmemente. Nasus o olha por um longo momento, sua expressão ilegível. Ele então se vira e pisa sobre uma plataforma iluminada.

Antes de desaparecer, Nasus se pronuncia. "Parece que o momento de resolver nosso conflito ainda será determinado. Adeus, irmão."

Erguendo a cabeça, Renekton solta um rugido que estremece a sala. A ira violenta causada por estar tão próximo de seu irmão e completamente incapaz de destrui-lo o consome.

Os invocadores em torno da criatura não fazem as perguntas padrão. A Liga finalmente tem o irmão que escolheu.

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